A Polícia Civil do Maranhão realizou uma operação para combater um esquema de fraudes bancárias praticadas por meio da clonagem de linhas telefônicas e da falsa identidade de um gerente de banco. A ação foi coordenada pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), em cumprimento a mandados judiciais expedidos durante as investigações.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados em São Luís e em outros dois estados. Durante a operação, os policiais recolheram celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia para auxiliar na identificação de todos os envolvidos no esquema.
De acordo com as investigações, os criminosos iniciavam a fraude ao assumir o controle da linha telefônica de uma das vítimas por meio da troca indevida do chip. Em seguida, utilizavam o número para acessar aplicativos de mensagens e se passavam por um gerente bancário.
Aproveitando a confiança dos clientes na suposta identidade do gerente, os investigados convenciam as vítimas a fornecer dados pessoais e bancários, permitindo a realização de transações financeiras fraudulentas.
Os valores obtidos eram transferidos para contas de terceiros, utilizadas para receber, movimentar e ocultar o dinheiro desviado. A apuração também revelou que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções entre os integrantes, desde a obtenção da linha telefônica até a movimentação dos recursos.
Segundo a Polícia Civil, já foram identificados suspeitos atuando em pelo menos três estados brasileiros, o que demonstra o alcance interestadual da organização criminosa.
As medidas cautelares foram autorizadas pela 1ª Central das Garantias e Inquéritos da Comarca da Ilha de São Luís, incluindo a autorização para acesso aos dados armazenados nos equipamentos eletrônicos apreendidos. A expectativa é de que a análise do material permita identificar outros participantes do esquema e rastrear o destino dos recursos obtidos ilegalmente.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações. O trabalho continua sendo conduzido pelo DCCT/SEIC, que busca esclarecer completamente a atuação da organização criminosa e responsabilizar todos os envolvidos na fraude.
