A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Fake Fisher, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes na concessão do Seguro Defeso, benefício destinado a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em residências e escritórios profissionais de investigados, em São Luís.
De acordo com as investigações, um escritório de advocacia e agenciadores seriam responsáveis por captar pessoas e simular vínculos com a atividade pesqueira para requerer, de forma irregular, o benefício previdenciário junto ao INSS.
A ação contou com o acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) durante o cumprimento dos mandados, em razão de um dos alvos da investigação exercer a advocacia.
Segundo a Polícia Federal, as apurações identificaram, até o momento, 552 benefícios considerados suspeitos, causando um prejuízo estimado em R$ 3,7 milhões aos cofres públicos.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar a extensão do esquema.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público, cujas penas poderão ser somadas conforme o andamento do processo.
