Entre os três capturados na ação, está um homem apontado como principal responsável pela logística do fornecimento de armas e de munições para uma organização criminosa em atuação no estado do Rio de Janeiro
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Forja, com o objetivo de capturar o foragido da primeira etapa da operação, o qual é investigado por chefiar a estrutura logística de produção e de distribuição em larga escala de fuzis no bairro da Maré, no Rio de Janeiro.
Na ação, policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, além de efetuarem a prisão em flagrante de um suspeito que auxiliava o principal alvo na tentativa de se evadir da Justiça. Também foram apreendidos um fuzil, carregadores, munições, um colete à prova de balas, celulares e documentos.
Um dos foragidos preso na ação foi identificado como operador da estrutura logística de fornecimento de material bélico para uma organização criminosa no Rio de Janeiro. Ele já havia sido alvo de investigações em outras regiões do Brasil pelo envolvimento na operação de fábricas clandestinas de fuzis. Ele poderá responder pelos crimes de organização criminosa majorada, fabricação ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro.
O outro homem preso por força de mandado judicial estava foragido pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, além de também ser investigado por vínculo ao grupo criminoso. Ele poderá responder pelos crimes de favorecimento pessoal e organização criminosa majorada.
A ação insere-se no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635.
Os investigados e os materiais apreendidos foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro, para adoção das medidas de polícia judiciária, para lavratura do auto de prisão em flagrante e para registro formal da cadeia de custódia. Após os procedimentos, os presos serão encaminhados ao sistema prisional do estado, onde permanecerão à disposição da Justiça.
