Novos exames genéticos podem representar mais um momento de angústia para a família dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão.
O caso ganhou uma nova dimensão depois que a família tomou conhecimento da operação realizada nos Estados Unidos, que resultou no resgate de 163 crianças e adolescentes.
Uma das crianças apresentadas na operação teria semelhança física com Allan, o que levou a família a buscar informações junto às autoridades brasileiras e americanas.
A partir dessa possibilidade, a Interpol colocou ferramentas de cooperação internacional à disposição das autoridades brasileiras para auxiliar nas buscas e, caso as crianças sejam localizadas fora do país, contribuir também para eventual processo de repatriação.
A possibilidade, entretanto, ainda não significa que Ágatha e Allan tenham sido encontrados nos Estados Unidos.
Até o momento, não existe confirmação oficial de que os irmãos estejam entre as crianças resgatadas durante a operação americana.
NOVOS EXAMES AUMENTAM A ANGÚSTIA DA FAMÍLIA
Diante da possibilidade de identificação, exames genéticos podem ser fundamentais para esclarecer se alguma das crianças encontradas no exterior é, de fato, uma das crianças desaparecidas em Bacabal.
Mas, para a família, esse processo também representa sofrimento.
Depois de meses de incerteza, receber novamente a expectativa de que um exame possa confirmar ou descartar a identidade das crianças significa reviver toda a angústia do desaparecimento.
E se o resultado não for compatível?
Essa é uma das maiores dores enfrentadas pelos familiares: alimentar novamente a esperança e, posteriormente, descobrir que não se trata das crianças.
Por outro lado, se houver compatibilidade genética, o exame poderá representar a confirmação de uma pista que até agora permanece sem resposta.
A PERÍCIA PRECISA SER TRATADA COM SERIEDADE
É justamente nesse ponto que surge o debate sobre a importância da perícia oficial e dos exames de genética forense.
Se forem necessários novos exames, a família precisa ter segurança de que os procedimentos serão realizados dentro dos protocolos técnicos, com transparência, acompanhamento das autoridades competentes e respeito à cadeia de custódia das amostras.
O objetivo principal deve ser chegar à verdade.
No caso de Ágatha e Allan, qualquer resultado precisa ser tratado com extremo cuidado, porque não se trata apenas de um procedimento técnico.
Trata-se de uma família que espera há oito meses por uma resposta.
Enquanto não houver confirmação oficial, todas as hipóteses precisam ser investigadas com responsabilidade, sem transformar esperança em certeza.
A pergunta que permanece é uma só:
Onde estão Ágatha e Allan?
E a família continua esperando que a resposta venha, seja no Maranhão, seja em qualquer outro lugar do mundo.

