O presidente da Câmara Municipal de São Luís, Paulo Victor (PSB), está sendo acusado por colegas parlamentares de promover cortes na folha de pagamento dos gabinetes de vereadores que não apoiaram a eleição de seu sucessor, Beto Castro (Avante), para a presidência da Casa no biênio 2027–2028.
Segundo relatos dos parlamentares, servidores foram surpreendidos com os cortes justamente no período em que aguardavam o pagamento referente a este mês. A situação provocou insatisfação entre vereadores e levantou suspeitas de possível retaliação política.
As reclamações estariam relacionadas à eleição da nova Mesa Diretora, realizada no início de outubro. Na ocasião, Beto Castro foi eleito com os votos dos 21 vereadores presentes, enquanto outros dez parlamentares não compareceram à sessão.
Entre os ausentes estavam Marquinhos (União Brasil), que chegou a anunciar sua desistência da disputa pela presidência, além de Douglas Pinto (PSD), Thay Evangelista (União Brasil), Aldir Júnior (PL), André Campos (PP), Clara Gomes (PSD), Dr. Joel (PSD), Flávia Berthier (PL), Joabson Júnior (União Brasil) e Pavão Filho (PSB).
As denúncias aumentam a tensão nos bastidores do Legislativo municipal e ampliam os questionamentos sobre a condução administrativa da Câmara no fim da gestão de Paulo Victor.
Até o momento, as acusações de retaliação são atribuídas aos vereadores que denunciaram os supostos cortes. O esclarecimento da presidência da Câmara sobre os motivos das alterações na folha de pagamento é importante para esclarecer o episódio.
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