Basta surgir uma oportunidade em uma emissora ou em um portal de notícias para que alguns já se sintam donos da verdade e os maiores nomes da imprensa. Ainda estão dando os primeiros passos na profissão, mas já agem como se fossem referência para toda a categoria.
A comunicação exige muito mais do que um microfone na mão, uma câmera ligada ou alguns milhares de visualizações nas redes sociais. Exige responsabilidade, compromisso com a verdade, ética e, acima de tudo, humildade.
O que mais chama atenção é que alguns profissionais, recém-chegados ao meio, parecem mais preocupados em alimentar o próprio ego do que em informar a população. Querem ser tratados como celebridades, disputam espaço, menosprezam colegas e acreditam que já alcançaram o topo da carreira.
A história da imprensa mostra justamente o contrário. Os grandes jornalistas são aqueles que deixam o trabalho falar por eles. Não precisam se autoproclamar os melhores, nem vivem em busca de aplausos. O reconhecimento vem naturalmente, fruto da competência e da credibilidade construída ao longo dos anos.
Quem entra na comunicação precisa entender que ninguém se torna “bam-bam-bam” da noite para o dia. O respeito não vem com um crachá, uma camisa de emissora ou um perfil cheio de seguidores. Ele é conquistado na rua, ouvindo a população, apurando fatos, corrigindo erros quando necessário e tratando todos os colegas com respeito.
A imprensa não precisa de estrelismo. Precisa de profissionais comprometidos com a informação e conscientes de que sempre há algo novo para aprender. A arrogância pode até render alguns minutos de fama, mas dificilmente constrói uma carreira sólida.
Aos que estão começando, fica uma reflexão: menos vaidade, mais jornalismo. Menos ego, mais compromisso com a sociedade. Porque, no fim das contas, quem decide quem é grande na comunicação não é o próprio profissional, mas o público, que acompanha, observa e reconhece aqueles que realmente fazem a diferença.
