Gaeco abriu investigação contra o vereador sob acusação de desvio de emendas, mas a entidade envolvida nunca recebeu dinheiro do parlamentar
Disponível no portal do Tribunal de Justiça, a ação do Ministério Público contra o vereador Beto Castro (Avante) exibe um dado gravíssimo a quem se dispuser a lê-la com atenção.
Entenda o caso:
- Castro foi acusado de receber propina de emenda repassada ao instituto “Sê tu uma benção”;
- Segundo o Gaeco, o vereador encaminhou dinheiro ao instituto e recebeu parte de volta.
Mas é bem aí o problema da investigação do Ministério Público: não há nos documentos da ação, nos registros de investigação e no próprio histórico das emendas parlamentares, nenhum recurso repassado por Beto Castro ao Instituto “Sê tu uma benção”.
Isso mesmo!! Beto Castro nunca repassou qualquer valor a esse instituto pelo qual foi denunciado.
Além disso, o MPMA não conseguiu provar recebimento de dinheiro por Beto Castro relacionado ao instituto.
- o curioso é que há na Câmara vários vereadores que repassaram dinheiro ao “Sê tu uma benção”;
- Esses dados estão disponíveis nos portais de transparência da Câmara e dos órgãos de controle;
- Não há registro nesses sistemas, de repasse feito por Beto Castro especificamente ao instituto “Sê tu uma benção”;
- nenhum dos vereadores entrou na investigação do Gaeco ou foi denunciado pelo Ministério Público.
Mas se não repassou dinheiro ao instituto e, portanto, não teria como receber de volta por que Beto Castro foi incluído em uma investigação do Gaeco?!?
A resposta pode estar na relação de um dos promotores com um vereador de São Luís e a disputa pela presidência da Câmara.
Mas esta é uma outra história…
Do Blog Marco Aurélio D’Eça
https://www.marcoaureliodeca.com.br/2026/07/28/ministerio-publico-pode-ter-errado-em-acao-contra-beto-castro/?amp=1
