Um novo desdobramento no caso que chocou o Maranhão veio à tona e promete gerar ainda mais repercussão.
O laudo do exame toxicológico do policial militar morto a tiros pelo prefeito João Vitor Xavier, do PDT, em Igarapé Grande, município localizado a cerca de 300 km de São Luís.
O documento, que já se encontra no Tribunal de Justiça do Maranhão, é assinado pelo perito oficial José Ubirajara de Carvalho Sobrinho e revela informações impactantes.
Drogas e álcool no organismo
De acordo com o laudo, foram detectadas diversas substâncias no organismo do policial, entre elas álcool, morfina (um potente analgésico opioide), cocaína e seus metabólitos: cocaetileno, benzoilecgonina e ecgonina metil éster.
A conclusão do exame foi divulgada somente neste mês. A quantidade de álcool encontrada foi de 15,89 dg/L, o que corresponde, aproximadamente, ao consumo de 10 a 12 latas de cerveja.
Foi preso, saiu e voltou ao cargo
Após o ocorrido, o prefeito chegou a ser preso ao se apresentar às autoridades. Em seguida, solicitou afastamento do cargo por licença médica, mas retornou à função em dezembro, o que também gerou forte repercussão política na região.
Confusão terminou em tragédia
Segundo informações apuradas, a discussão teria começado durante uma vaquejada, quando o policial militar pediu para que o prefeito abaixasse os faróis do veículo.
A situação evoluiu rapidamente, e, conforme os relatos, João Vitor Xavier teria sacado uma arma de fogo e efetuado disparos contra o PM, que não resistiu.
Caso segue repercutindo
O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades e segue em tramitação na Justiça. A divulgação do laudo toxicológico adiciona um novo elemento à investigação, que ainda busca esclarecer completamente a dinâmica dos fatos e as responsabilidades envolvidas.
