São Luís amanhece sem ônibus e liderança sindical cobra providências das autoridades
A manhã desta segunda-feira (16) começou com transtornos para milhares de passageiros em São Luís. Usuários do transporte público enfrentaram novamente a ausência de ônibus nas ruas da capital maranhense.
Direto do Terminal da Beira-Mar, o presidente do Sindicato dos Usuários de Transporte Público do Maranhão, Paulo Henrique, denunciou a paralisação do sistema e criticou a falta de posicionamento das autoridades e das empresas responsáveis pelo serviço.
Segundo ele, diversos documentos já foram protocolados junto aos órgãos competentes cobrando soluções para a crise no transporte coletivo. Paulo Henrique também cobrou uma posição do Ministério Público, citando a promotora Lítia Cavalcante, que, de acordo com ele, tem demonstrado preocupação com o sistema, mas ainda não teria se pronunciado de forma clara sobre a situação enfrentada pelos usuários.
Durante a manifestação, o sindicalista lembrou ainda da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do transporte realizada na Câmara Municipal de São Luís, que, segundo ele, estaria parada dentro do Ministério Público.
Paulo Henrique também criticou o silêncio dos sindicatos dos motoristas, das empresas de transporte e dos consórcios que operam o sistema, como Pão Azul, Central e Primor. Ele afirmou que a população dos municípios da Região Metropolitana, como São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, também tem sido prejudicada pela falta de ônibus no sistema semiurbano.
Outra cobrança feita foi direcionada ao presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, Adriano Sarney. O líder sindical afirmou que diversas comunidades do semiurbano têm denunciado a falta de transporte e aguardam providências do órgão.
Paulo Henrique ainda pediu posicionamento da Câmara Municipal de São Luís e dos deputados da Assembleia Legislativa do Maranhão sobre a situação do transporte público. Ele também defendeu que haja uma discussão transparente sobre o sistema, incluindo questões como subsídios, tarifas e a qualidade do serviço prestado à população.
Por fim, o sindicalista afirmou que a crise no transporte público precisa ser enfrentada com diálogo e responsabilidade entre poder público, empresas e representantes da sociedade, para garantir um serviço digno aos usuários da capital e da Região Metropolitana.
