Será que o evento foi encerrado por questões legais ou porque incomodou moradores da região?
A decisão de determinar o encerramento de um evento evangélico realizado no último sábado, no Espigão Costeiro, em São Luís, continua repercutindo e levantando questionamentos que precisam ser esclarecidos à população.
Uma das perguntas que circulam é: será que houve reclamações de moradores da Península, região onde residem pessoas de diferentes segmentos da sociedade, inclusive autoridades do Judiciário, e isso teria contribuído para a decisão?
Não estamos afirmando que isso aconteceu. Mas a pergunta precisa ser feita e respondida com transparência.
Se houve irregularidade, que sejam apresentados publicamente os motivos, documentos e fundamentos que levaram à determinação de encerramento do evento. Se o problema foi barulho, horário, autorização ou qualquer outra questão administrativa, a população tem o direito de saber.
Juiz não é Deus. Juiz exerce uma função pública e, como qualquer autoridade, deve respeitar os limites da lei e prestar contas à sociedade.
São os recursos públicos que financiam o funcionamento do Estado e, consequentemente, a estrutura do Poder Judiciário. Por isso, o cidadão tem todo o direito de questionar decisões que afetem sua liberdade, sua religião e seu direito de participar de eventos públicos.
Autoridade não pode significar poder absoluto. Nenhum cargo coloca alguém acima da lei ou acima da crítica da população.
A pergunta continua: se o mesmo evento tivesse acontecido em outro bairro, a decisão teria sido a mesma?
Essa resposta precisa ser dada.
O JB NEWS MA defende a liberdade religiosa, o direito à manifestação, a transparência e a igualdade perante a lei. Se houve irregularidade, que seja explicada. Se houve abuso, que seja apurado. E se a decisão foi correta, que seus fundamentos sejam apresentados claramente à sociedade.
JB NEWS MA A voz do povo também questiona o poder.
