A iniciativa é de autoria do deputado Wellington do Curso.
O ato solene foi presidido, alternadamente, pelos deputados Wellington do Curso e Mical Damasceno (PSD).
Participaram do evento autoridades, representantes de entidades da sociedade civil organizada e familiares de pessoas com Síndrome de Down. O deputado Neto Evangelista (União) prestigiou o evento.
Além do deputado Wellington do Curso, compuseram a mesa de honra da cerimônia, dentre outras autoridades, a secretária adjunta de Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Beatriz de Carvalho, representando o governador Carlos Brandão; a secretária Extraordinária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Luís, Maria Rocha, representando o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD); o coronel Lopes, da Polícia Militar do Maranhão; a presidente da Associação Maranhense de Síndrome de Down, Ladyane Barros; e a gestora geral da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais do Maranhão (APAE)) de São Luís, Cristiane Diniz.
Deputado Wellington do Curso destacou a relevância de se celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down
Cuidar de quem cuida
Na ocasião, o deputado Wellington do Curso destacou a relevância de se celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down e, principalmente, de se cuidar de quem cuida, ou seja, cuidar das mães atípicas e pais atípicos que travam uma batalha permanente para cuidar dessas crianças.
“Inclusão não significa apenas colocar crianças na escola. Temos que ter inclusão de verdade, que inclui vários fatores como, por exemplo, acompanhar as terapias e os tratamentos. E, fundamentalmente, cuidar de quem cuida, que é o caso da atenção e apoio devidos às mães e pais atípicos dessas crianças, que enfrentam problemas de toda ordem”, ressaltou.
A presidente da Associação Maranhense de Síndrome de Down (Maradown), Ladyane Barros, ressaltou a importância de se comemorar o Dia Internacional da Síndrome de Down e disse que o que mais fere os pais de crianças com Síndrome de Down é a invisibilidade.
“Espero que este momento seja o início de um compromisso concreto com a inclusão. Que seja um momento de esperança. Mães e pais atípicos e crianças com Síndrome de Down, vocês não estão sozinhos. Hoje o que pedimos é respeito, oportunidade de dignidade”, frisou.
Durante o evento, houve apresentação de grupo de bumba meu boi
Celebração
Celebrado anualmente em 21 de março, o Dia Mundial da Síndrome de Down tem como objetivo ampliar a conscientização da sociedade, incentivar a inclusão social e reforçar a importância da garantia de direitos das pessoas com a condição.
A data foi oficialmente reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2012. A escolha do dia 21 faz referência à trissomia do cromossomo 21, alteração genética que caracteriza a síndrome de Down.
A condição está presente na humanidade desde sua origem e foi descrita pela primeira vez em 1866 pelo médico britânico John Langdon Down, que identificou o quadro clínico com características próprias.
Condição genética
Especialistas destacam que a síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição genética inerente à pessoa. No entanto, pode estar associada a algumas condições de saúde que exigem acompanhamento desde o nascimento, reforçando a importância do cuidado integral e do acesso a políticas públicas inclusivas.
A sessão solene integra as ações de valorização da diversidade e de promoção da cidadania desenvolvidas pelo Parlamento maranhense, reunindo autoridades, representantes da sociedade civil e familiares de pessoas com síndrome de Down.








