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Moradores e usuários do transporte público que utilizam a parada localizada no bairro Outeiro Cruz, em São Luís, fazem um apelo ao prefeito Eduardo Braide para que autorize a substituição das antigas paradas de concreto por estruturas modernas e mais seguras, semelhantes às que vêm sendo instaladas em diversos pontos da capital.
O pedido também foi reforçado pelo presidente do Sindicato dos Usuários do Transporte Público do Maranhão, Paulo Henrique, que esteve no local e destacou a situação precária da parada utilizada diariamente por trabalhadores e estudantes.
Segundo relatos da população, a atual parada apresenta riscos aos usuários, principalmente durante períodos de chuva e temporais.
A estrutura antiga, feita de concreto, já não oferece condições adequadas de abrigo para quem aguarda o transporte coletivo.
“Prefeito, essas paradas de concreto já não valem mais nada.
Elas representam um risco muito grande para quem utiliza o transporte público.
Quando chove, as pessoas têm medo de permanecer aqui por causa do temporal”, destacou Paulo Henrique.
Os usuários ressaltam que, diante das diversas obras de revitalização e melhorias realizadas na cidade, acreditam que a gestão municipal também poderá contemplar locais como o bairro Outeiro da Cruz, além de outras áreas como o Filipinho e a região em frente à antiga delegacia do bairro Anil, onde ainda existem paradas antigas.
A solicitação é para que sejam instaladas paradas novas e mais dignas, garantindo conforto e segurança para a população que depende diariamente do transporte público.
Preocupação com possível redução no transporte público
Outro ponto levantado é a preocupação com a possível redução no número de ônibus em circulação na capital.
De acordo com informações repassadas pelo sindicato das empresas de transporte, a medida estaria sendo discutida em razão do aumento no preço do combustível, especialmente do óleo diesel.
O aumento constante no valor do diesel, gasolina e álcool tem gerado impacto direto no sistema de transporte público e, consequentemente, na rotina dos trabalhadores que dependem dos ônibus para se deslocar diariamente.
Usuários criticam a possibilidade de diminuição da frota e afirmam que o transporte público já enfrenta dificuldades há muito tempo, com superlotação, atrasos e pouca oferta de coletivos em determinados horários.
Também foi mencionado que a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), responsável pelo sistema semi urbano, ainda não teria sido oficialmente informada sobre possíveis mudanças, o que aumenta a incerteza entre os passageiros.
Enquanto isso, quem depende do transporte coletivo afirma que continua sendo o principal prejudicado.
“Quem paga por tudo isso é o povo, é o trabalhador que precisa sair de casa de manhã cedo e voltar à noite usando o transporte público”, afirmou Paulo Henrique.
A população espera que as autoridades municipais e estaduais busquem soluções para melhorar a infraestrutura das paradas e garantir um transporte público mais eficiente e digno para os ludovicenses.
