Uma denúncia envolvendo o transporte público na Grande São Luís tem causado indignação entre trabalhadores que dependem do sistema semiurbano. O caso envolve o desaparecimento dos ônibus do programa “Expresso do Trabalhador”, criado ainda na gestão do ex-governador Flávio Dino para atender milhares de trabalhadores cadastrados no sistema.
Segundo informações, mais de 25 mil pessoas realizaram cadastro junto à Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) para utilizar o serviço, que foi implantado com recursos públicos. No entanto, atualmente os ônibus não estariam mais circulando, o que tem gerado revolta entre usuários que relatam esperar até meia-noite nas paradas sem que o transporte apareça.
A denúncia foi feita por Paulo Henrique, que afirma ter documentos que apontam possíveis irregularidades no destino dos veículos.
De acordo com Paulo Henrique, dois dos ônibus do “Expresso do Trabalhador” teriam sido repassados a um prefeito de uma cidade do interior do Maranhão. Outros três veículos, segundo ele, estariam sob controle de um empresário do setor de transporte público em São Luís, que teria forte influência dentro da MOB.
O sindicalista afirma que irá apresentar toda a documentação na Assembleia Legislativa do Maranhão e também ao Ministério Público do Estado do Maranhão, pedindo investigação sobre o paradeiro dos ônibus adquiridos com dinheiro público.
“Esses ônibus foram comprados com recursos do governo, que são recursos do povo. Mais de 25 mil trabalhadores fizeram cadastro para usar esse transporte. Nós queremos saber onde estão esses ônibus e por que não estão atendendo a população”, declarou Paulo Henrique.
Ele também destacou que a situação do transporte semiurbano estaria crítica, afirmando que cerca de 30% dos bairros da região metropolitana — incluindo São Luís, Paço do Lumiar e Raposa — estariam enfrentando falta de ônibus.
Outro ponto citado na denúncia foi o projeto de ônibus elétrico anunciado na gestão do governador Carlos Brandão. Segundo Paulo Henrique, o veículo chegou a circular em fase de testes, mas o serviço não teve continuidade após o período inicial por falta de formalização contratual.
Diante das denúncias, trabalhadores aguardam um posicionamento oficial do Governo do Estado e da MOB sobre a situação do programa “Expresso do Trabalhador” e a real destinação da frota adquirida para atender a população.
