O presidente do Sindicato dos Usuários de Transporte do Maranhão, Paulo Henrique, utilizou um espaço em uma rádio web comunitária para manifestar indignação quanto às recentes declarações do presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB), Adriano Tavares, sobre alterações no programa “Expresso do Trabalhador”.
Durante sua fala, o sindicalista afirmou ter acompanhado um vídeo no qual o gestor da MOB anuncia mudanças no funcionamento do serviço, incluindo a ampliação para municípios do interior, como Rosário e Icatu, com propostas de transporte gratuito mediante cadastro. No entanto, Paulo Henrique questiona a decisão e cobra transparência.
“É uma indignação do povo de São Luís, principalmente das comunidades que dependiam diretamente desse serviço. Precisamos entender com base em qual determinação e qual respaldo legal foi feita essa mudança”, declarou.
Segundo ele, o “Expresso do Trabalhador” desempenhava um papel fundamental na capital maranhense e não deveria ter sido reduzido ou redistribuído sem ampla discussão. O sindicalista também levantou questionamentos sobre a quantidade de ônibus disponíveis.
“Eram cinco ônibus. Dois foram deslocados para o interior e três ficaram sob responsabilidade de empresários. O que queremos é um número suficiente de veículos para atender a população de forma digna”, afirmou.
Paulo Henrique também destacou que o programa tinha caráter metropolitano e atendia diretamente trabalhadores de três municípios da Grande Ilha: São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.
“São três municípios atendidos pelo programa metropolitano do trabalhador. Tínhamos mais de 25 mil trabalhadores inscritos, e o serviço foi desativado sem qualquer comunicação aos órgãos competentes, sem passar pela Assembleia Legislativa e sem aviso à população desses municípios”, criticou.
Paulo Henrique ainda ressaltou que continuará cobrando posicionamentos oficiais e medidas que garantam a retomada e melhoria do serviço em São Luís e região metropolitana. “Não vamos descansar enquanto não houver uma solução correta e transparente para o povo”, concluiu.
A MOB ainda não se manifestou oficialmente sobre a denúncia.
