Na manhã desta semana, o presidente do Sindicato dos Usuários do Transporte do Maranhão, Paulo Henrique, esteve na Rodoviária de São Luís para denunciar a ausência de circulação do serviço conhecido como “Expresso do Trabalhador”, que atendia milhares de usuários na região metropolitana.
Segundo o sindicalista, o transporte que beneficiava trabalhadores dos municípios de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa foi retirado de operação, afetando diretamente mais de 25 mil pessoas cadastradas. Ele afirma que o serviço havia sido implantado durante a gestão do ex-governador Flávio Dino, a partir de um projeto aprovado pela Assembleia Legislativa, e era resultado de reivindicações da população.
Paulo Henrique também criticou declarações recentes do presidente da MOB (Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos), Adriano Sarney, que, segundo ele, afirmou nas redes sociais que o serviço já estaria regularizado e operando em rotas como Rosário–São Luís.
“Estou aqui na rodoviária e não há nenhum ônibus fazendo esse trajeto.
O ‘Expresso do Trabalhador’ não está rodando”, declarou o sindicalista, destacando que a situação tem causado prejuízos à população que depende do transporte público para trabalhar.
Ele ainda relatou que muitos usuários não realizaram cadastro em novos sistemas por desconfiança, temendo que o serviço seja novamente suspenso após o período eleitoral. Para o representante sindical, a situação evidencia o uso político do transporte público.
“O que estamos vendo é politicagem. Não podemos aceitar que o transporte do trabalhador seja tratado como instrumento eleitoral”, afirmou.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da MOB sobre as denúncias apresentadas.
