O presidente do Sindicato dos Usuários do Transporte Público do Maranhão, Paulo Henrique, fez um pronunciamento em frente à estátua da liberdade instalada na loja da Havan, em São Luís, criticando a ação do Ministério Público que pede a retirada do monumento.
Durante a fala, Paulo Henrique afirmou que não possui vínculo com a empresa, mas se manifestou como cidadão maranhense. Segundo ele, empreendimentos como a Havan contribuem com a geração de empregos e desenvolvimento econômico para a cidade e para o estado.
O sindicalista também questionou as prioridades de atuação das autoridades e afirmou que existem problemas mais urgentes enfrentados pela população, principalmente na área do transporte público.
Expresso do Trabalhador
Paulo Henrique também voltou a falar sobre o Expresso do Trabalhador, projeto que, segundo ele, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Maranhão e beneficiaria milhares de trabalhadores.
De acordo com o presidente do sindicato, mais de 30 mil trabalhadores realizaram cadastro para ter direito ao transporte por meio de cartão de acesso. O projeto foi aprovado e sancionado durante o governo de Flávio Dino.
Segundo Paulo Henrique, os ônibus foram adquiridos com recursos públicos do Estado e o serviço tinha como objetivo garantir transporte principalmente para trabalhadores do turno da noite, facilitando o deslocamento entre comunidades da Grande Ilha.
O projeto atendia trabalhadores de municípios da região metropolitana como São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.
Ele afirmou ainda que, após o fim do mandato de Flávio Dino e a posse do governador Carlos Brandão, o programa foi mantido inicialmente, mas posteriormente deixou de operar.
Paulo Henrique também citou o presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), Adriano Sarney, questionando o destino dos ônibus que faziam parte do projeto.
Segundo ele, atualmente alguns veículos estariam sendo utilizados por prefeitos do interior do Maranhão e por empresários na capital.
Ao final do pronunciamento, o líder sindical cobrou posicionamento da Assembleia Legislativa e também do Ministério Público sobre a situação do programa de transporte voltado aos trabalhadores.
O caso gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre políticas públicas de mobilidade urbana e as prioridades na gestão do transporte público no Maranhão.
