O presidente do Sindicato dos Usuários de Transportes Públicos do Maranhão, Paulo Henrique, fez uma denúncia pública sobre o abandono da Rodoviária de São Luís e também criticou o fim do programa Expresso do Trabalhador, que atendia milhares de passageiros durante a noite na capital.
Segundo ele, após uma visita recente ao terminal rodoviário, foi possível constatar uma situação preocupante. De acordo com o sindicalista, a estrutura do local estaria praticamente abandonada pelo poder público estadual.
Paulo Henrique relatou que comerciantes e trabalhadores que atuam na rodoviária estão reclamando das condições do espaço, principalmente da situação dos banheiros e da falta de manutenção no local.
“É uma rodoviária que recebe pessoas de todo lugar do Maranhão, do Brasil e até do mundo. Mesmo sendo um espaço tão importante, está praticamente abandonado pelo governo do Estado”, afirmou.
Além das críticas à situação da rodoviária, o presidente do sindicato também denunciou o desaparecimento do serviço Expresso do Trabalhador, criado durante a gestão do ex-governador Flávio Dino. O serviço funcionava no período da noite, iniciando por volta das 18h e seguindo até aproximadamente meia-noite ou uma hora da manhã, garantindo transporte para trabalhadores que saem tarde do trabalho.
Segundo Paulo Henrique, o serviço teria deixado de funcionar durante o governo do atual governador Carlos Brandão, o que tem causado indignação entre usuários do transporte público.
“Os trabalhadores ficam nas paradas até meia-noite esperando o Expresso do Trabalhador, que simplesmente sumiu. As pessoas estão revoltadas com essa situação”, declarou.
O sindicalista também fez críticas à gestão do transporte público no estado e citou o presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), Adriano Sarney. Segundo ele, parte dos ônibus que poderiam atender a população teriam sido destinados a prefeitos do interior e empresários do setor de transporte em São Luís.
Diante da situação, Paulo Henrique cobrou providências das autoridades. Ele pede uma resposta do Ministério Público do Estado do Maranhão, da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão e também do PROCON Maranhão.
“Não podemos abaixar a cabeça e deixar que esse governo acabe com o nosso transporte. O povo e o trabalhador querem uma resposta”, concluiu.
