Moradores de comunidades atendidas pelo transporte semiurbano voltaram a denunciar a precariedade do serviço e a ausência de soluções por parte da Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB).
Segundo relatos, cerca de 30% das localidades seguem sem atendimento regular de ônibus, situação que se arrasta desde o período pós-pandemia.
De acordo com Paulo Henrique, presidente do Sindicato dos Usuários de Transporte Público do Maranhão, diversas tentativas de diálogo já foram realizadas junto ao órgão responsável, incluindo reuniões e envio de ofícios, mas, até o momento, nenhuma medida concreta foi implementada.
“Mais uma vez eu quero desmentir a MOB.
O presidente Adriano Sarney faz propaganda enganosa, enquanto a realidade da comunidade é outra. Já estivemos várias vezes em reunião e nada foi resolvido.
É sempre promessa para depois, mas nunca chega uma solução”, afirmou.
Outro ponto levantado diz respeito à redução da frota em determinados períodos.
Segundo as denúncias, empresas como a Maranhense retiram ônibus de circulação aos domingos e feriados, agravando ainda mais a situação dos usuários.
Além disso, a população também reclama das condições do transporte alternativo.
De acordo com os relatos, grande parte das vans que circulam nas regiões estaria operando de forma irregular e sem oferecer segurança adequada aos passageiros.
O líder comunitário Ender Ricardo, representante da região da Vila Boa Viagem, reforçou as críticas e destacou a insatisfação dos moradores.
“Estivemos na MOB no ano passado três vezes e nada foi resolvido.
A comunidade continua sem transporte até hoje, e estamos buscando alternativas porque a população precisa”, disse.
Diante da falta de respostas, os moradores afirmam que estudam a realização de uma manifestação na MA-201, como forma de pressionar as autoridades por providências urgentes.
A comunidade cobra soluções imediatas e maior compromisso por parte dos órgãos responsáveis, ressaltando que o acesso ao transporte público é um direito fundamental da população.
